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Se eu estivesse começando uma empresa de logística hoje, tornaria ela conhecida assim

Tempo de leitura: 18 minutos

A logística está em tudo o que chega às nossas casas, às lojas, às fábricas e aos hospitais. E, paradoxalmente, a maioria das empresas de logística é invisível. O consumidor conhece a marca do produto e a do varejista. Raramente sabe quem levou a encomenda até a porta, quem armazenou o estoque ou quem planejou a rota.

Para uma empresa que está começando, essa invisibilidade custa caro. A venda em logística é B2B, consultiva e baseada em confiança. Antes de entregar a operação de um cliente a um novo parceiro, o gestor de supply chain pesquisa, compara, pergunta a colegas e, cada vez mais, consulta ferramentas de inteligência artificial. Se a empresa não aparece em lugar nenhum, ela simplesmente não entra na lista.

Os grandes operadores conquistaram reputação ao longo de décadas. Uma empresa nova não tem esse tempo. Mas tem algo que a imprensa valoriza: uma história recente, uma proposta clara e, muitas vezes, uma forma diferente de resolver problemas antigos do setor.

Se eu estivesse começando uma empresa de logística hoje, usaria a assessoria de imprensa desde o primeiro ano para construir essa reputação. Não com anúncios disfarçados de notícia, mas com informação útil, porta-vozes preparados e presença nos veículos que o cliente realmente lê.

Neste artigo, reunimos o roteiro que usamos na MGAPress para tornar empresas de logística conhecidas: nove passos, os cuidados específicos do setor e um plano prático para os primeiros 90 dias.

1. Escolha um território e uma história

“Somos uma empresa de logística” não diz nada para um jornalista. O setor é amplo demais: transporte rodoviário de cargas, armazenagem, last mile, logística reversa, cadeia fria, cargas especiais, fulfillment para e-commerce, logística hospitalar, agrícola, internacional. Cada um tem seus problemas, seus clientes e seus jornalistas.

O primeiro passo é escolher o território em que a empresa quer ser lembrada. Não é preciso abrir mão de outros serviços. Mas a comunicação precisa de um foco que permita à imprensa entender, em uma frase, por que aquela empresa existe e o que faz de diferente.

Algumas perguntas ajudam a encontrar essa frase:

  • que problema do cliente a empresa resolve melhor que os concorrentes?
  • existe uma tecnologia, um modelo operacional ou uma região em que ela é pioneira?
  • o que levou os fundadores a criar a empresa? Que dor eles viram no mercado?
  • que tipo de cliente a empresa quer atrair nos próximos dois anos?

A história dos fundadores costuma ser um ótimo ponto de partida. Um ex-executivo de uma grande transportadora que decidiu empreender, uma dupla que criou uma solução de roteirização depois de enfrentar o problema no próprio negócio, uma empresa familiar que se reinventou com tecnologia. Histórias assim humanizam um setor visto como técnico e frio.

Com o território e a história definidos, a assessoria consegue construir mensagens-chave consistentes: duas ou três frases que vão aparecer em entrevistas, releases, apresentações comerciais e no LinkedIn dos executivos. Repetição consistente é o que transforma uma empresa nova em uma marca reconhecível.

2. Defina com quem a empresa precisa falar

Uma empresa de logística conversa com públicos muito diferentes, e cada um lê veículos e busca informações distintas.

Embarcadores e clientes. São diretores e gerentes de supply chain, logística, compras e operações de indústrias, varejistas e e-commerces. Querem saber se a empresa é confiável, se cumpre prazos, se tem tecnologia, se está preparada para picos de demanda e se é financeiramente sólida. Leem a imprensa especializada em logística e supply chain, cadernos de economia e veículos dos setores em que atuam.

Talentos. A falta de motoristas, operadores e profissionais qualificados é um dos grandes gargalos do setor. Uma empresa conhecida e bem falada atrai melhor. Esse público é alcançado pela imprensa regional, por veículos de carreira e pelas redes sociais.

Investidores e parceiros. Fundos, bancos, fabricantes de veículos e equipamentos, empresas de tecnologia. Acompanham o setor para identificar quem está crescendo e quem pode ser parceiro ou alvo de investimento.

Poder público e comunidade. Prefeituras, órgãos de trânsito, vizinhos de centros de distribuição. A operação logística tem impacto local, e a relação com esse público pesa em licenças, expansões e na reputação da empresa na região.

Para uma empresa que está começando, o público prioritário quase sempre é o embarcador. É ele que gera receita e é a confiança dele que a imprensa ajuda a construir. Mas vale definir, por escrito, quais públicos secundários entram no plano de cada semestre. Uma empresa que vai abrir um novo centro de distribuição, por exemplo, precisa falar com a comunidade e com talentos daquela região antes da inauguração.

3. Organize os números e os dados próprios

Logística é um setor de números, e jornalistas que cobrem o tema sabem disso. Uma empresa nova que chega à imprensa com dados claros e atualizados ganha credibilidade imediata.

A base é uma ficha da empresa, revisada a cada trimestre, com informações como:

  • ano de fundação, fundadores e sede;
  • área de atuação: estados, cidades e rotas atendidas;
  • estrutura: frota própria e agregada, centros de distribuição, área de armazenagem em metros quadrados;
  • volume operado: entregas, pedidos ou toneladas por mês;
  • número de clientes e setores atendidos;
  • número de colaboradores e motoristas;
  • crescimento de faturamento ou de volume em relação ao ano anterior;
  • indicadores de qualidade, como índice de entregas no prazo;
  • tecnologias utilizadas e certificações.

Nem todos esses números precisam ser públicos. Algumas empresas preferem não divulgar faturamento, por exemplo. O importante é decidir de antemão o que pode e o que não pode ser dito, para que o porta-voz não improvise durante uma entrevista.

O segundo nível, e o mais valioso, são os dados próprios. Uma empresa de logística enxerga o que acontece na economia antes de muita gente: quais regiões estão recebendo mais pedidos, como o volume se comporta em datas como a Black Friday, que categorias de produto crescem, onde os atrasos se concentram, como o custo do frete varia. Transformados em levantamentos periódicos, esses dados viram notícia e colocam a empresa como fonte de referência.

Um levantamento bem feito, com metodologia clara e divulgado com regularidade, pode render mais espaço na imprensa do que dezenas de releases institucionais.

4. Prepare o porta-voz

Em um setor técnico como a logística, o porta-voz faz enorme diferença. Jornalistas buscam fontes capazes de explicar, em linguagem simples, por que o frete subiu, por que as entregas atrasaram na última data comemorativa ou o que uma mudança regulatória significa para as empresas. Quem explica bem é chamado de novo.

Na maioria das empresas que estão começando, o porta-voz natural é o fundador ou CEO. Ele fala sobre a história da empresa, a visão de mercado, os planos de expansão e os resultados. Conforme a empresa cresce, vale ter outros nomes: um diretor de operações para temas como eficiência, frota e segurança; um responsável por tecnologia para falar de automação, rastreamento e inteligência de dados; um gestor de pessoas para pautas sobre falta de mão de obra, formação de motoristas e diversidade no setor.

Preparar esses porta-vozes envolve:

  • dominar as mensagens-chave e os números da ficha da empresa;
  • treinar a tradução do jargão técnico para uma linguagem acessível, com exemplos concretos;
  • saber opinar sobre temas do setor sem expor clientes, contratos ou informações confidenciais;
  • preparar respostas para perguntas difíceis, como acidentes, roubos de carga, atrasos e questões trabalhistas;
  • adaptar o discurso a formatos diferentes: entrevista por escrito, TV, rádio, podcast e vídeo.

Um cuidado específico da logística é a confidencialidade dos clientes. Muitos contratos proíbem a divulgação do nome do embarcador. Antes de citar qualquer cliente em entrevistas ou cases, é preciso ter autorização formal. Na dúvida, fala-se do setor e do resultado, não da marca.

E, como em qualquer área, disponibilidade conta: jornalistas trabalham com prazos curtos e procuram quem responde rápido.

5. Mapeie os veículos certos

Uma empresa de logística não precisa estar em todos os veículos. Precisa estar nos que o cliente lê e nos que formam a opinião do setor. Na prática, o mapa costuma ter seis frentes.

Imprensa especializada em logística e transporte. Revistas, portais e newsletters dedicados a logística, supply chain, transporte de cargas e intralogística. São lidos diretamente por quem contrata e funcionam como vitrine para lançamentos, investimentos, novos centros de distribuição e artigos de opinião.

Economia e negócios. Cadernos de economia, revistas de negócios e portais de empreendedorismo. Dão credibilidade e alcançam decisores de grandes empresas. Exigem dados, contexto e uma leitura de mercado, não só a notícia da empresa.

Veículos dos setores atendidos. Se a empresa atende e-commerce, a imprensa de varejo digital é estratégica. Se atende o agronegócio, a imprensa do agro. Se atende saúde, os veículos do setor hospitalar e farmacêutico. Estar onde o cliente se informa sobre o próprio negócio é uma das formas mais eficientes de gerar demanda.

Tecnologia e inovação. Para empresas que usam automação, inteligência artificial, roteirização, rastreamento ou modelos de plataforma, a imprensa de tecnologia e de startups abre um espaço importante.

Imprensa regional. A abertura de um centro de distribuição, a geração de empregos em uma cidade ou uma nova rota são notícias locais relevantes. Essas matérias ajudam a contratar e a construir boa relação com a comunidade.

Podcasts e criadores especializados. Programas sobre supply chain, gestão e empreendedorismo têm público qualificado e fiel.

Feiras e eventos do setor, além de datas como a Black Friday e o fim de ano, são janelas naturais de pauta e devem entrar no calendário da assessoria.

6. Pautas que funcionam em logística

A logística está ligada a quase todos os grandes assuntos da economia, o que dá a uma empresa do setor um repertório amplo de pautas. O segredo é partir do interesse do leitor, não da vontade de falar da empresa.

Sazonalidade e picos de demanda. Black Friday, Natal, Dia das Mães, volta às aulas, safra. Antes de cada data, a imprensa quer saber como as empresas se preparam, quantos temporários serão contratados e qual a previsão de volume. Depois, quer o balanço. Quem tem dados e porta-voz disponível ocupa esse espaço todo ano.

Custo do frete e infraestrutura. Preço do diesel, pedágios, condições das rodovias, gargalos portuários, impacto de chuvas e bloqueios. São temas recorrentes nos cadernos de economia, que buscam quem está na operação para explicar o que acontece na prática.

Tecnologia e inovação. Roteirização inteligente, automação de armazéns, rastreamento em tempo real, uso de inteligência artificial para prever demanda, entregas com veículos elétricos. Pautas de inovação interessam tanto à imprensa de tecnologia quanto à de negócios.

Sustentabilidade. Redução de emissões, eletrificação de frota, logística reversa, otimização de rotas e embalagens. É um tema que pesa cada vez mais na escolha de fornecedores por grandes empresas.

Pessoas e mercado de trabalho. Falta de motoristas, formação profissional, presença feminina na operação, condições de trabalho. São pautas humanas, que alcançam também a imprensa geral.

Regulação e tributação. A transição da reforma tributária, mudanças em regras de transporte e de jornada de motoristas afetam diretamente o setor. Um porta-voz capaz de explicar esses impactos vira fonte frequente.

Expansão e investimento. Novo centro de distribuição, nova rota, captação de recursos, aquisição de frota. São notícias da empresa que, contextualizadas, se tornam notícias do mercado.

7. Prepare a empresa para as crises

Poucos setores estão tão expostos a crises quanto a logística. Um acidente com um caminhão da empresa, um roubo de carga, um incêndio em um armazém, um atraso em massa em uma data comemorativa, uma denúncia trabalhista ou um vazamento de dados de clientes podem colocar a marca no noticiário pelo motivo errado. Para uma empresa nova, que ainda não tem reputação acumulada, o impacto é maior.

A assessoria de imprensa não evita que esses fatos aconteçam. Mas determina como a empresa atravessa cada um deles. Por isso, se eu estivesse começando, montaria o protocolo de crise antes da primeira pauta positiva. Ele deve prever:

  • um mapa dos riscos mais prováveis da operação;
  • quem decide e quem fala em cada tipo de situação, com substitutos definidos;
  • mensagens iniciais pré-aprovadas, que podem ser adaptadas em minutos;
  • o fluxo de informação entre operação, jurídico, comunicação e diretoria;
  • regras para redes sociais e para colaboradores, que muitas vezes são os primeiros a postar algo;
  • como comunicar clientes afetados antes que eles leiam sobre o problema na imprensa.

Alguns cuidados jurídicos acompanham esse protocolo. Em acidentes, a prioridade é a solidariedade às vítimas e a colaboração com as autoridades, sem antecipar conclusões sobre culpa. Em incidentes envolvendo dados pessoais, a Lei Geral de Proteção de Dados impõe obrigações próprias de comunicação, que precisam estar alinhadas com o que se diz à imprensa. E em qualquer caso, o que o porta-voz declara pode ser usado em processos futuros.

O princípio que orienta tudo é o mesmo: responder com rapidez, com informação verdadeira e com empatia. Empresas que silenciam deixam a narrativa para terceiros.

8. Transforme cada matéria em ativo comercial

Na venda B2B, uma matéria publicada é uma ferramenta que o time comercial pode usar por meses. Para uma empresa de logística que está começando, ela ajuda a responder à pergunta silenciosa de todo novo cliente: “posso confiar minha operação a vocês?”.

No processo de vendas. Matérias e entrevistas entram em propostas, apresentações e e-mails de prospecção. Uma reportagem em um veículo do setor, enviada ao gestor de supply chain no momento certo, abre portas que uma ligação fria não abre.

No LinkedIn dos executivos. É no LinkedIn que boa parte dos decisores de logística se informa e se relaciona. O fundador compartilhando uma entrevista com um comentário próprio amplia o alcance da matéria e reforça a autoridade pessoal, que no B2B é inseparável da autoridade da empresa.

No site. Uma seção de imprensa atualizada e um blog com análises do setor ajudam na decisão de quem pesquisa a empresa e melhoram a presença nas buscas.

Nas respostas de inteligência artificial. Gestores já perguntam a assistentes como ChatGPT, Gemini e Claude quais operadores logísticos atuam em determinada região ou segmento. Essas ferramentas constroem respostas a partir de conteúdos publicados em fontes confiáveis, e a imprensa tem peso importante entre elas. Planejar pautas e veículos pensando nessa presença, prática conhecida como GEO (Generative Engine Optimization), já é parte do trabalho de assessoria.

No recrutamento e no time interno. Compartilhar as matérias com motoristas, operadores e equipes administrativas fortalece o orgulho de pertencer e ajuda a atrair profissionais em um mercado com falta de mão de obra.

9. Meça o que importa para o negócio

Contar matérias publicadas é fácil e diz pouco. Uma nota em um portal genérico não tem o mesmo peso de uma entrevista em um veículo especializado que o diretor de supply chain do cliente-alvo lê toda semana. Para uma empresa de logística, a mensuração precisa olhar para reputação e para geração de negócios.

Indicadores que costumamos acompanhar:

  • qualidade da cobertura: em quais veículos a empresa apareceu, com que destaque, se o porta-voz foi ouvido e se as mensagens-chave estavam presentes;
  • presença nos veículos prioritários: quantas inserções na imprensa especializada, em economia e nos veículos dos setores atendidos;
  • posição como fonte: quantas vezes jornalistas procuraram a empresa espontaneamente para comentar temas do setor;
  • share of voice: frequência com que a empresa aparece em comparação com concorrentes diretos;
  • efeito comercial: aumento de visitas ao site e de contatos comerciais após publicações, e quantos novos clientes mencionam ter visto a empresa na imprensa;
  • presença em respostas de IA: se a empresa é citada quando assistentes de inteligência artificial são consultados sobre operadores logísticos no seu segmento;
  • efeito em recrutamento: aumento de candidaturas em regiões onde houve cobertura local.

Duas práticas simples aproximam assessoria e vendas. A primeira é incluir no CRM o campo “origem do contato”, com a opção “imprensa”. A segunda é o time comercial perguntar, nas primeiras reuniões, como o cliente conheceu a empresa.

Relatórios mensais com esses dados, analisados em conjunto com as áreas comercial e de marketing, mostram onde investir mais esforço e quais pautas e veículos trazem resultado concreto.

Por onde começar na prática: os primeiros 90 dias

Juntando os nove passos, este é o roteiro que seguiríamos para uma empresa de logística que está começando o trabalho de assessoria de imprensa.

Primeiro mês: posicionamento e base. Definir o território e as mensagens-chave. Levantar o que já foi publicado sobre a empresa e sobre os concorrentes, incluindo o que aparece em buscas e em assistentes de IA. Montar a ficha da empresa e decidir o que pode ser divulgado. Escolher os porta-vozes e realizar o primeiro media training. Estruturar o protocolo de crise. Produzir o kit de imprensa, com histórico, ficha, fotos dos executivos e da operação.

Segundo mês: primeiras pautas. Montar o mailing por frente: logística, economia, setores atendidos, tecnologia e regional. Mapear as datas e eventos do semestre. Estruturar o primeiro levantamento com dados próprios. Apresentar a empresa e os porta-vozes aos jornalistas-chave, sem pedir matéria de imediato. Enviar as primeiras pautas, combinando uma notícia da empresa com um comentário de mercado.

Terceiro mês: ritmo e conversão. Estabelecer uma cadência mínima de uma pauta proativa por mês, além de respostas rápidas às demandas da imprensa. Publicar um artigo de opinião do fundador em um veículo especializado. Integrar as matérias ao processo comercial, ao LinkedIn dos executivos e ao site. Fechar o primeiro relatório de resultados e ajustar o plano para o trimestre seguinte.

Noventa dias não colocam uma empresa nova no mesmo patamar de operadores com décadas de mercado. Mas são suficientes para que ela deixe de ser invisível e comece a ser lembrada pelas pessoas certas.

Reputação também se transporta

Em logística, o cliente compra confiança antes de comprar o serviço. Ele precisa acreditar que a carga vai chegar, no prazo e em boas condições, e que o parceiro escolhido vai responder bem quando algo der errado. Para uma empresa nova, a assessoria de imprensa é uma das formas mais eficientes de construir essa confiança antes mesmo da primeira reunião comercial.

Isso exige método: um território claro, números organizados, porta-vozes preparados, pautas que interessam ao leitor, protocolo de crise e uma ponte permanente entre o que sai na imprensa e o que o time comercial faz todos os dias.

Na MGAPress, unimos jornalismo, relações com a imprensa, GEO e conhecimento jurídico para tornar empresas conhecidas pelas pessoas que decidem. Se a sua empresa de logística está começando agora ou quer ocupar um espaço maior no setor, fale com a nossa equipe.

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