7 fatores que podem prejudicar uma entrevista jornalística

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Aparecer em um grande veículo da imprensa é o sonho de grande parte das empresas. Afinal, essa é uma forma de mídia gratuita. Porém, nem todos estão preparados para serem entrevistados – e podem até prejudicar a conversa com o jornalista.

Em virtude disso, é tão importante contar com o media training. Esse serviço, feito pelos assessores de imprensa, permite preparar porta-vozes para conceder entrevistas da maneira adequada. Se assim não ocorrer, as chances de haver deslizes são grandes. Confira os principais erros:

Não saber o assunto

Chegar para a entrevista sem saber qual é a pauta, nem imaginar o que pode falar é gravíssimo. Isso pode fazer com que as respostas saiam vagas, longe do que o jornalista pretende. Dependendo do tipo de matéria que será publicada, a falta de informação pode até ser “denunciada” em frases como “o porta-voz não soube explicar por que…”. Ninguém ser lembrado assim, né?

As empresas que já possuem uma assessoria de imprensa fixa quase nunca correm esse risco. Pelo contrário, elas treinam os porta-vozes para que eles digam as informações mais relevantes para o veículo. Além de ajudar a produzir uma reportagem melhor, isso também causa uma boa impressão no jornalista, que poderá solicitar outras entrevistas no futuro.

Ser prolixo

Saber o assunto não significa falar muito e cansar quem ouve. Na verdade, saber muito significa ouvir bem a pergunta e responder exatamente aquilo que é pedido. Isso demonstra inteligência, bom senso e vontade de ajudar a entrevista a ser bem-sucedida.

Vale a pena prestar atenção também às muletas linguísticas, como olha, veja bem e então. Repetidas vezes, essas expressões demonstram insegurança e podem comprometer a qualidade do que foi dito.

Falar demais

Antes de sair para a entrevista é importante alinhar com os diretores da empresa quais informações podem ser passadas. Projetos futuros, crises e dados negativos, na maioria das vezes são assuntos que devem ser evitados até segunda ordem.

Mesmo que um desses temas seja apenas citado brevemente no meio de outra pergunta, provavelmente, o jornalista mais atento irá formular outra questão para conseguir mais informações. E é aí que o entrevistado inexperiente pode vacilar. Por isso, todo cuidado é pouco!

Profissional

O jornalista está lá para captar informações e poder desenvolver uma boa matéria. A entrevista não é feita para acusar ou inquirir a empresa sobre qualquer que seja o assunto.

Diante disso, é dever do entrevistado ter jogo de cintura e saber responder mesmo as questões mais complicadas. O estresse não pode ter lugar na entrevista, até porque esse é um momento profissional como qualquer outro. Ao notar um questionamento que não concorda ou prejudica a companhia,  o entrevistado deve manter a calma e responder da forma que julgar melhor, sem mudar o tom de voz.

Linguagem corporal

O modo como se senta, se mexe enquanto fala e fixa o olhar pode dizer mais do que se pretende. É isso que se chama de linguagem corporal. Manter os braços cruzados, por exemplo, pode simbolizar, mesmo que inconscientemente, negação – o que não é adequado em uma entrevista, né?

Portanto, além do conteúdo das informações, vale a pena prestar atenção em como irá passar essas informações. Sentar-se muito relaxado pode indicar desleixo, mas a rigidez excessiva pode denunciar o nervosismo. Treinar como irá falar ajuda a melhorar a postura e aumentar a confiança.

Câmera

Quando a entrevista é para a televisão, o entrevistado pode se distrair com a presença da câmera e olhar demais para ela. Isso demonstra despreparo e desviar o intuito do encontro.

Lembre-se de que a entrevista é um tipo de conversa. Por isso, a câmera, microfone ou outro dispositivo de comunicação deve ser esquecido. O encontro deve ser olho no olho, entre o jornalista e o representante da empresa. Somente assim as melhores perguntas e respostas poderão fluir – e o resultado poderá satisfazer os dois lados.

Jornalista tem autonomia

Por mais que o entrevistado fale bem da empresa, o jornalista tem autonomia total para decidir como irá publicar as informações e se irá investigar algo depois da entrevista. Após o encontro, o entrevistado não deve pedir para ver a reportagem antes ou para “aprovar” qualquer que seja a informação.

A missão do porta-voz consiste em repassar as informações da melhor maneira possível. Já o jornalista deve escrever ou editar a matéria como julgar mais adequado, sem o impedimento do entrevistado. Solicitar informações antecipadas ou tentar cercear a liberdade jornalística pode causar uma má impressão e prejudicar pautas futuras.

Agora que você já sabe o que não fazer em uma entrevista, que tal conhecer mais sobre o serviço de media training da MGA Press? Entre em contato conosco!

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