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A luta nas relações com a mídia é real; especialistas descrevem o que isso pode significar para as Relações Públicas

Tempo de leitura: 9 minutos

Onde alguns vêem um valor decrescente nas relações com mídia, outros vêem oportunidade; a melhor maneira de melhorar resultados é usar uma combinação de argumentos de venda, conteúdo e mídias sociais

A luta de relações com a mídia é real. Cerca de 60% dos entrevistados dizem que as relações com a mídia são “mais difíceis” ou “muito mais difíceis” quando comparadas com o ano passado – enquanto cerca de ⅓ (35%) dizem que (as relações) são as mesmas.

Essa informação está de acordo com o 2021 JOWT Communications Survey, que entrevistou 300 profissionais de comunicação. Eles também são comunicadores veteranos – cerca de 88% dos respondentes têm 11 ou mais anos de experiência como um profissional de comunicação.

A linha de tendência plurianual nessa questão sugere que não está ficando mais fácil (aqui estão os resultados da pesquisa para essa questão em 2020, 2019 e 2018). Existem diversas abordagens para gerenciar os desafios.

Por exemplo, quando uma tarefa fica mais difícil no trabalho, a maioria dos líderes faz uma mudança ou se esforça para fazer algo diferente. Talvez investir em pessoas, pesquisa ou ferramentas para ajudar facilite as relações com a mídia.

Por outro lado, eles também poderiam cortar totalmente o programa. Goste ou não, desligar o esforço e gastar o dinheiro em outro lugar é uma opção.

A pesquisa da JOWT encontrou que cerca de um em cada três (29%) organizações está investindo mais em relações com a mídia. Ao mesmo tempo, a maioria dos respondentes (60%) disse que suas organizações farão quase o mesmo investimento nesse esforço.

Por que as relações com a mídia são mais difíceis?

Nas pesquisas dos anos anteriores, foi perguntado aos profissionais de Relações Públicas por que as relações com a mídia tornaram-se mais difíceis. As respostas podem parecer familiares para qualquer pessoa que trabalha nessa indústria, e incluem o seguinte:

  • Diminuição das redações;
  • Alta rotatividade nas redações;
  • Bancos de dados e e-mails em massa;
  • Desastres e políticas anulam outras histórias;
  • A notícia por si só mudou – é muito mais obscena;
  • Audiências polarizadas;
  • Crescimento em Relações Públicas – embora com algumas nuances

Existe uma estatística flutuando nos últimos anos – fornecida pela Boreau of Labor Statistics – que diz que existem seis profissionais de Relações Públicas para cada jornalista. Trata-se de uma nuance em que há uma explosão de Relações Públicas “Faça-Você-Mesmo” e marketeiros digitais clandestinos na área. Eles não contam histórias, mas imploram por links e fazem outros pedidos sem noção.

Não existe chance de um repórter genuíno (ou um blogueiro respeitável) irá morder. Entretanto, os repórteres ainda precisam ler todas as mensagens – em alguns casos, centenas por dia. Isso ofusca até mesmo os argumentos de venda relevantes. As Relações Públicas estão competindo com a fadiga da caixa de entrada.

O que a luta nas relações com a mídia significam para as Relações Públicas

As respostas acerca de relações com a mídia mostraram-se interessantes, pois diversos contribuintes tiveram diferentes visões. Aqui estão as respostas em ordem alfabéticas, ordenadas pelo primeiro nome.

  • Necessidade de uma estratégia abrangente

“Esses resultados validam a importância de ter uma estratégia abrangente que não dependa das relações com a mídia”

Karen Swim, Relações Públicas, Marketing e Consultora de Mídias Sociais da Words For Hire, LLC e Presidente da Solo PR Pro

  • Retornos decrescentes

“Por diversas razões – principalmente inércia e tradição – as organizações continuam valorizando as relações com a mexídia, apesar do fato que está ficando muito mais difícil e – em média – entrega retornos decrescentes. Luz no fim do túnel: a vantagem é maior para os poucos que se destacam”

Michael Smart, CEO da Michael SMART PR, LLC.

  • Uma boa história ainda é uma boa história

“O que eu achei interessante é que, apesar de toda a cobertura relacionada à pandemia, jornalistas continuaram olhando outras matérias para cobrir. Na minha mente, isso ressalta que uma boa história é uma boa história – e se você apresentar um jornalista para quem se encaixa, eles responderão bem a qualquer momento.

Michelle Garret, Consultora de Relações Públicas na Garrett Public Relations

  • Um case para mais recursos de relações com a mídia

“Parte do desafio para as relações com a mídia é o extenso tempo que os profissionais exigem para o seu ofício, o que parece que estamos obtendo cada vez menos. Embora o investimento seja o mesmo em algumas organizações, isso pode ser um ponto de alavancagem quando solicitados mais recursos, caso os profissionais se mostraram capazes de se provarem exitosos no ano anterior com maiores prioridades. ‘Se eu fosse capaz de alcançar essas coisas durante um ano desafiador com recursos normais, imagine o que poderia ser alcançado com 10% ou 20% a mais?’ ”

Stacey Miller, Diretora Sênior de Comunicação da Auto Care Association

  • Validação de terceiros

“O fato das relações com a mídia serem mais difíceis não diminui o seu valor. A validação por terceiros ainda é mais confiável do que todo o marketing de conteúdo e jornalismo de marca do mundo. Um estudo recente da Pew Research descobriu que mais americanos vêem o crescimento da influência da mídia. Essa é apenas uma razão para dobrar os esforços em empregar as melhores práticas e evitar o pior como uma praga.

Não muito tempo atrás, uma empresa de produtos de consumo foi contatada pelo Washington Post, que buscava entrevistas para uma história positiva na companhia. A resposta da empresa: ‘Lamentamos, não temos tempo’. Eles estão convencidos que o seu próprio jornalismo de marca era adequado, mas construir a boa vontade que você pode ganhar com earned media continua importante; essa companhia pode ser arrepender dessa decisão um dia, em breve.”

Shel Holtz, Diretor de Comunicações Internas da WEBCOR Builders e Co-Anfitrião do For Immediate Release Podcast

  • Demanda por experiência

“Se uma organização está investindo menos em suas relações com a mídia, apesar da sua importância ser “quase a mesma”, quando metade dos respondentes dizem que “é mais difícil”, a questão é: por quê? Eles estão vendo resultados que são importantes de outras táticas de marketing e comunicação? Eu não acredito que as relações com a mídia estão “mortas”, eu vejo uma demanda crescente por esse conhecimento”

Shonali Burke, Presidente & CEO da Shonali Burke Consulting Inc.

Cinco maneiras de aumentar seus esforços nas relações com a mídia

Os comentários de todos os contribuintes são pertinentes. No conjunto, as visões apontam par a ideia de que a realização do pitch isolado não é mais suficiente para impulsionar a cobertura earned media – é necessária uma combinação de fatores trabalhando em conjunto, que incluem: