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Anúncios no ChatGPT chegaram ao Brasil: o guia completo para montar sua campanha (e por que GEO precisa entrar no seu planejamento agora)

Anúncios no ChatGPT chegaram ao Brasil: o guia completo para montar sua campanha (e por que GEO precisa entrar no seu planejamento agora)

simulando uma conversa no ChatGPT com o cartão "Patrocinado" — ilustra exatamente o formato do anúncio descrito no artigo. Serve como imagem destacada e Open Graph.

Tempo de leitura: 17 minutos

Existe um momento raro no marketing digital em que um canal novo de verdade aparece — não uma feature nova de uma plataforma velha, mas um espaço de mídia inédito, com regras próprias, leilão ainda vazio e atenção altíssima do usuário. Aconteceu com o Google Ads no início dos anos 2000, com o Facebook Ads uma década depois, com o TikTok mais recentemente. E está acontecendo de novo, agora, dentro do ChatGPT.

No dia 11 de agosto, a OpenAI anunciou oficialmente a expansão do seu programa de anúncios para cinco novos mercados — Reino Unido, México, Japão, Coreia do Sul e, sim, Brasil. A página de disponibilidade do Ads Manager da empresa já lista o país como liberado para anunciantes. Depois de meses de teste restrito aos Estados Unidos, Canadá, Austrália e Nova Zelândia, o inventário de mídia mais comentado do momento abriu as portas para marcas brasileiras.

Neste guia, a MGA Press explica em profundidade como esse novo canal funciona, o que já se sabe sobre formatos, preços e regras, o passo a passo para montar uma campanha — e por que a versão orgânica dessa história, o tal do GEO (Generative Engine Optimization), é a outra metade da estratégia que sua marca não pode ignorar.

Por que a OpenAI resolveu vender anúncios

Para entender o produto, vale entender a motivação. O ChatGPT chegou a 2026 com uma base de usuários gigantesca — cerca de 810 milhões de usuários mensais segundo dados da Sensor Tower citados pelo The Information, com estimativas mais recentes falando em aproximadamente 1 bilhão. É mais que o dobro do Google Gemini. O problema: esse uso todo não se traduzia em receita proporcional. Como resumiu a eMarketer no início do ano, monetizar via publicidade deixou de ser opção e virou “um imperativo para 2026”.

A OpenAI, por sua vez, enquadra a decisão de outro jeito. No comunicado em que apresentou sua abordagem de publicidade, em janeiro, a empresa argumentou que os anúncios existem para manter e expandir o acesso gratuito à IA — bancando os planos Free e Go — e estabeleceu cinco princípios públicos: anúncios não influenciam as respostas do ChatGPT; as conversas dos usuários permanecem privadas e os dados nunca são vendidos a anunciantes; o usuário pode desativar a personalização e apagar dados de anúncios quando quiser; os planos pagos continuam sem anúncios; e a confiança do usuário vem antes da receita. A frase mais citada do comunicado é direta: “Ads do not influence the answers ChatGPT gives you” — os anúncios não influenciam as respostas.

Os números do lado comercial impressionam. Segundo levantamento do MarketingTech, a operação de anúncios da OpenAI atingiu US$ 100 milhões de receita recorrente anual já em março de 2026, poucos meses após o lançamento, e a projeção da própria empresa é de US$ 2,4 bilhões em receita publicitária ainda este ano — com uma meta declaradamente agressiva de US$ 100 bilhões até 2030. Pode-se discutir o realismo da meta de longo prazo, mas a direção é inequívoca: a publicidade dentro de assistentes de IA deixou de ser especulação e virou linha de negócio.

O que é, exatamente, um anúncio no ChatGPT

Diferente de um banner, de um link patrocinado no Google ou de um post impulsionado no feed, o anúncio no ChatGPT aparece dentro de uma conversa. Quando um usuário do plano gratuito ou do plano Go pergunta algo relacionado à sua categoria — uma receita, um roteiro de viagem, uma comparação de produtos, uma dúvida sobre software —, a plataforma pode exibir, abaixo da resposta orgânica, um cartão claramente rotulado como patrocinado e visualmente separado do conteúdo gerado pela IA.

O formato-padrão é um cartão visual compacto: logo da empresa, título de até 40 caracteres, descrição de até 150 caracteres e um link direto ou botão de instalação de aplicativo. Em junho, a OpenAI adicionou campanhas de feed de produtos para varejistas, que suportam catálogos de até 2 milhões de itens, e em agosto entrou em teste um formato de carrossel com múltiplos produtos do mesmo anunciante — um movimento claro na direção do e-commerce.

A seleção do anúncio é feita por relevância contextual, e aqui está a diferença conceitual mais importante em relação a tudo que o mercado conhece: não existem palavras-chave. Em vez de comprar keywords, o anunciante submete o que a OpenAI chama de “context hints” — descrições das situações em que seu produto é relevante. O sistema da OpenAI cruza o tema da conversa (e, opcionalmente, sinais como histórico de chats, memória do usuário e interações anteriores com anúncios) com esses parâmetros, e decide sozinho se e quando exibir o anúncio. Todo esse processamento acontece dentro da infraestrutura da OpenAI: segundo a empresa, os anunciantes não têm acesso às conversas, ao histórico, às memórias nem a dados pessoais dos usuários — recebem apenas métricas agregadas de visualizações, cliques e conversões.

Há regras importantes de brand safety embutidas no produto. Anúncios não são exibidos para contas identificadas como de menores de 18 anos, nem aparecem perto de temas sensíveis como saúde, saúde mental e política. Assinantes dos planos Plus, Pro, Business, Enterprise e Edu não veem anúncios de nenhum tipo. E as diretrizes criativas são explícitas: anúncios agressivos, enganosos ou visualmente invasivos são rejeitados na revisão.

A linha do tempo até aqui — e o que mudou em agosto

O teste começou nos Estados Unidos em fevereiro de 2026, apenas para usuários logados dos planos Free e Go. Em maio, a OpenAI abriu o Ads Manager self-service (ads.openai.com) para anunciantes americanos de qualquer porte, eliminando o piso de investimento exigido no piloto inicial — que chegou a ser de dezenas de milhares de dólares. Nos meses seguintes, o teste se estendeu a Canadá, Austrália e Nova Zelândia, e a plataforma ganhou compra por CPC e CPM, rastreamento de conversões e segmentação por localização.

Agosto concentrou três movimentos que, juntos, mudam o patamar do produto:

1. Expansão internacional, com o Brasil dentro. No dia 11, a OpenAI confirmou a chegada dos anúncios a Reino Unido, México, Japão, Coreia do Sul e Brasil, com planos de continuar expandindo ainda em 2026. A página de disponibilidade do Ads Manager foi atualizada listando o Brasil como mercado ativo para anunciantes — o México, curiosamente, ainda aparece como “em breve”.

2. Ferramentas de performance. No início do mês, a empresa anunciou otimização de campanhas por conversão (vendas e cadastros, não apenas cliques), o formato carrossel e integrações de mensuração com Hightouch e Triple Whale. As campanhas de feed de produtos ganharam lances otimizados por conversão (oCPC) em beta, parâmetros dinâmicos de URL para rastreamento e diagnóstico de pixel que mostra por que eventos de conversão foram descartados — recursos que aproximam o Ads Manager da maturidade de plataformas estabelecidas.

3. Porta aberta para PMEs. Com o fim do investimento mínimo e o modelo self-service, pequenas e médias empresas podem anunciar. Na prática, o canal deixou de ser exclusividade de grandes verbas de mídia.

Como montar uma campanha no ChatGPT, passo a passo

Com o material publicado pela OpenAI e pelos primeiros guias de mercado, já é possível desenhar o processo completo. É assim que ele funciona hoje:

Passo 1 — Cadastro e acesso. O caminho de entrada é o portal de anunciantes da OpenAI (openai.com/advertisers), que dá acesso ao Ads Manager self-service. Com o Brasil recém-liberado, vale registrar a empresa o quanto antes: em todo canal novo, quem entra cedo aprende com leilão barato.

Passo 2 — Objetivo e modelo de compra. A plataforma trabalha com compra por CPM (custo por mil impressões) ou CPC (custo por clique), e agora permite otimizar para conversões específicas — venda, cadastro, instalação de app. Para e-commerce com catálogo, o feed de produtos com oCPC é o formato mais promissor; para geração de leads e apps, o cartão-padrão com otimização de conversão.

Passo 3 — Contexto no lugar de palavras-chave. Aqui mora o trabalho estratégico mais importante e mais novo. Em vez de listas de keywords, você descreve situações de conversa em que seu produto resolve um problema: “usuário planejando uma viagem em família”, “usuário comparando ferramentas de gestão financeira para PME”, “usuário pedindo receitas para a semana”. Isso exige mapear como o seu consumidor descreve a categoria em linguagem natural — que é muito diferente de uma keyword de busca. Uma pessoa não digita “tênis corrida amortecimento barato” numa conversa; ela escreve “comecei a correr e meu joelho está doendo, o que eu faço?”. O anunciante que entender essa diferença chega na frente.

Passo 4 — Criativo. O cartão pede logo, título de até 40 caracteres e descrição de até 150. Parece pouco, e é — o que torna cada palavra decisiva. As diretrizes e os primeiros resultados apontam na mesma direção: funciona o tom conversacional, orientado a utilidade, que soa como uma extensão natural da resposta prestativa que a IA acabou de dar. Anúncio que grita destoa do ambiente e é rejeitado ou ignorado. Vale produzir variações modulares de copy para diferentes contextos de conversa, já que você não controla exatamente onde o anúncio vai aparecer.

Passo 5 — Leilão e lances. A precificação usa um leilão de segundo preço ponderado por relevância: não vence necessariamente quem paga mais, mas quem combina lance competitivo com aderência ao contexto da conversa — uma lógica parecida com o Quality Score do Google, porém aplicada a conversas em vez de buscas. Guias de mercado citam, para os EUA, lances de entrada na faixa de US$ 3 a 5 por clique e CPMs entre US$ 25 e 60. São números de referência de um mercado maduro e disputado; no Brasil recém-aberto, a expectativa natural é de custos menores enquanto o leilão está vazio — exatamente a janela do pioneiro.

Passo 6 — Mensuração. A OpenAI oferece pixel próprio e API de conversões, com “advanced matching” automático (ativado por padrão para pixels novos e estendido aos existentes em 17 de agosto) e diagnóstico de eventos descartados. Para apps, há integração com os principais MMPs — AppsFlyer, Adjust, Branch e Singular. As integrações com Hightouch e Triple Whale conectam os dados ao restante da stack. Instalar a mensuração direito antes de escalar verba é o que separa um piloto que gera aprendizado de um piloto que gera achismo.

O que os primeiros anunciantes já descobriram

Os relatos iniciais, compilados pelo MarketingTech em julho, são instrutivos justamente por serem mistos. A Speechify, de leitura por voz, reportou bons resultados com anúncios aparecendo ao lado de comparações de produtos — contexto de alta intenção, usuário já decidindo. Já a agência Launch10 viu taxas de clique menores que no Google Ads e sentiu falta de ferramentas de teste criativo mais robustas.

A leitura honesta é esta: o canal tem menos controles, relatórios menos detalhados e menos maturidade de otimização que Google e Meta — não há visibilidade do “termo de busca” (do prompt), por decisão de privacidade da OpenAI, e o anunciante precisa confiar mais no sistema de matching. Em troca, oferece um contexto de atenção que nenhum feed oferece: o usuário está no meio de uma conversa, pedindo ajuda, com a guarda baixa e a intenção explícita. Os dados de comportamento sugerem que esse contexto vale muito — como veremos a seguir.

GEO: a outra metade da estratégia (e talvez a mais urgente)

Tudo que descrevemos até aqui é mídia paga. Mas existe uma pergunta anterior, que toda marca deveria se fazer antes mesmo de investir o primeiro real em anúncio: quando a IA responde uma pergunta da sua categoria, ela cita a sua marca?

Essa é a disciplina que o mercado batizou de GEO — Generative Engine Optimization: a prática de estruturar seu conteúdo e sua presença digital para que plataformas de busca por IA (ChatGPT, Gemini, Perplexity, AI Overviews do Google) consigam encontrar, citar e recomendar a sua marca nas respostas orgânicas. Se o SEO tradicional disputava dez links azuis, o GEO disputa algo muito mais escasso: os modelos de linguagem tipicamente citam de 2 a 7 fontes por resposta. A competição é mais estreita — e o valor do endosso, muito maior, porque a citação chega embutida numa resposta que o usuário pediu e na qual confia.

Os números explicam a urgência. O Gartner projeta queda de 25% no volume de busca tradicional em 2026. Segundo a Similarweb, 35% dos consumidores americanos já usam ferramentas de IA na fase de descoberta de produtos, contra 13,6% que usam busca tradicional. E o tráfego que vem da IA converte de forma desproporcional: dados da Seer Interactive mostram visitantes vindos do ChatGPT convertendo a 15,9%, contra 1,76% da busca orgânica — quase dez vezes mais. Um estudo da Ahrefs encontrou visitantes de IA gerando 12,1% dos cadastros de um site sendo apenas 0,5% do tráfego, uma razão de 24 para 1. É pouco tráfego, de altíssima qualidade.

E como se ganha uma citação da IA? As pesquisas convergem em alguns pontos práticos. Primeiro, mídia espontânea pesa mais que tudo: levantamento da Muck Rack mostrou que 82% das citações feitas por IAs vêm de earned media — imprensa, portais, veículos de autoridade — e apenas 6% de conteúdo pago ou próprio. Segundo, menções valem mais que backlinks: um estudo da Ahrefs com 75 mil marcas encontrou correlação três vezes mais forte entre menções de marca e visibilidade em IA do que entre backlinks e visibilidade. Terceiro, dados e estrutura ajudam: pesquisa acadêmica de Princeton e Georgia Tech mostrou que adicionar estatísticas ao conteúdo melhora a visibilidade em respostas de IA em 41%, e conteúdo atualizado nos últimos 30 dias recebe 3,2 vezes mais citações. Na prática, a receita envolve conteúdo estruturado em passagens autossuficientes, dados originais, schema markup, autoridade de entidade construída com consistência — e, acima de tudo, presença na imprensa e em veículos que as IAs leem e confiam.

Repare no que isso significa: assessoria de imprensa e relações públicas viraram infraestrutura de visibilidade em IA. A matéria publicada num veículo de autoridade não gera mais só o clipping — ela vira fonte que o ChatGPT cita quando alguém pergunta sobre a sua categoria. Para quem trabalha comunicação, é a maior revalorização do earned media em uma década.

O quadro completo, portanto, tem duas frentes que se reforçam: o anúncio no ChatGPT garante presença imediata e mensurável nas conversas com intenção comercial, enquanto o GEO constrói a presença orgânica que faz a IA citar sua marca por mérito — inclusive nas conversas dos usuários pagos, que nunca verão um anúncio. Marca inteligente não escolhe entre os dois; sequencia os dois.

Oportunidades e cautelas para marcas brasileiras

A oportunidade é a clássica vantagem do pioneiro, e ela é real: inventário novo, leilão ainda pouco disputado no Brasil, custos de referência tendendo a baixo e um contexto de atenção que nenhum outro canal reproduz. Quem entrar agora com verba controlada compra, além de mídia, aprendizado proprietário — sobre quais contextos de conversa convertem, que copy funciona nesse ambiente, como o consumidor brasileiro descreve a categoria em linguagem natural. Esse aprendizado vai valer ouro quando o leilão encher.

As cautelas também merecem nome. O produto é um teste em expansão: um formato principal, controles limitados, relatórios agregados, sem visibilidade de prompt. As faixas de custo citadas são americanas e vão se acomodar por aqui. A relação entre publicidade e confiança na IA é delicada — a OpenAI sabe disso e por isso mantém as regras rígidas de rotulagem e temas sensíveis, mas o anunciante também precisa saber: criativo invasivo nesse ambiente queima a marca mais rápido que em qualquer feed. E, como em todo canal novo, medir mal é pior que não medir: sem pixel e API de conversões bem instalados, o piloto não produz conclusão nenhuma.

A recomendação da MGA Press é a mesma que daríamos em qualquer inflexão de canal: começar pequeno, começar certo e começar agora. Um piloto com verba controlada, dois ou três contextos de conversa bem escolhidos, criativos de utilidade, mensuração completa desde o primeiro dia — e, em paralelo, um diagnóstico honesto de como a sua marca aparece (ou não aparece) hoje nas respostas orgânicas das IAs.

A MGA Press monta isso para a sua marca

Se você chegou até aqui, já percebeu que “anunciar no ChatGPT” é menos um clique no botão e mais um projeto: mapear a linguagem natural do seu consumidor, desenhar os contextos de conversa, escrever criativos que funcionem em 40 + 150 caracteres, configurar leilão, pixel, API de conversões e integrações, e ler os resultados com critério. E que o GEO — a metade orgânica — exige exatamente o que uma operação de comunicação faz de melhor: conteúdo com autoridade, dados originais, estrutura técnica e, sobretudo, presença consistente na imprensa que as IAs citam.

É esse pacote que a MGA Press entrega. Montamos o piloto de mídia no ChatGPT de ponta a ponta — do cadastro no Ads Manager à leitura dos resultados — e cuidamos da frente de GEO com o que temos de DNA: assessoria de imprensa e conteúdo que transformam sua marca em fonte citável pelas IAs. Para quem quer começar, oferecemos um diagnóstico inicial de visibilidade em IA: testamos como o ChatGPT, o Gemini e o Perplexity respondem hoje às perguntas-chave da sua categoria e mostramos onde sua marca aparece, onde não aparece e o que fazer a respeito.

O search mudou, o social mudou, e agora a conversa com a IA virou mídia — paga e orgânica ao mesmo tempo. As regras desse jogo estão sendo escritas neste exato momento. Fale com a MGA Press e entre no jogo enquanto ele ainda está começando


Fontes

 

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